Protesto dos estudantes do ensino secundário

Os estudantes do Artigo74º-Pelo Direito à Educação apoiam o protesto dos estudantes do ensino secundário promovido por diversas associações de estudantes para 13 de Março.

O programa de destruição do Estado Social aplicado pelo Governo e a Troika tem o seu reflexo direto na destruição do sistema de ensino público. Tal como no ensino superior, a redução do financiamento do ensino secundário põe em causa a sua qualidade e o seu funcionamento. Tal como no ensino superior, a elitização faz-se no ensino secundário sobrecarregando o orçamento das famílias com despesas em educação e impondo cortes na ação social. Estas medidas motivam a não conclusão do ensino obrigatório e marginalizam os estudantes que são deixados sem educação ou com pior educação. A lógica de mercantilização do ensino por trás destas medidas que desmantela a escola gratuita, universal e de igualdade de oportunidades é a mesma que impõe propinas no ensino superior. E especialmente no ensino obrigatório, sabemos que a destruição da gratuitidade e qualidade da escola pública se faz para que se possam expandir os negócios privados do ensino.

Por tudo isto, os membros do Artigo74º estão contentes por haver tantos estudantes do ensino secundário que não se limitam a esperar pelo resto das suas vidas e apoiam todos os que na quinta-feira 13 de Março vão defender a escola pública e o Artigo74º da Constituição:

“1. Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar.

2. Na realização da política de ensino incumbe ao Estado:

a) Assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito;

e) Estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino;”

Roupa suja na FBAUP

Alunos de Belas Artes do Porto estendem “roupa suja” em acção de protesto

Estudantes da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto desenvolveram na passada 3ª feira uma acção denominada “Vamos estender a roupa suja”, em protesto contra os cortes no ensino superior e a falta de espaços e materiais naquela faculdade.

“Exames da 4ª classe só podem ser bons para os psiquiatras”

“Exames da 4ª classe só podem ser bons para os psiquiatras”

“Estão de volta os exames e imagino a angústia que as crianças estão a sentir. Ao fim de quatro anos de escolaridade, fazer estes exames só pode ser bom para os psiquiatras. Daqui a alguns anos podem ter mais alguns clientes […] Para os miúdos nem sempre são experiências positivas. Faz lembrar o Estado Novo”, diz Rui Santiago.
“Está-se a desistir das crianças que têm dificuldades de aprendizagem, que têm necessidades educativas especiais, bem como daqueles que falham, entre aspas […] Não desistir é uma das características que marcam o estado de desenvolvimento de uma sociedade” e no caso de Portugal, sublinha o professor, estamos a retroceder ao período da sua infância.”

Novas regras tiram bolsa a 1500 estudantes

Novas regras tiram bolsa a 1500 estudantes

Defendemos um sistema de bolsas acessível, eficaz e que combata , efectivamente, o abandono escolar! 

Continuam a ser muitos os estudantes que se vêem confrontados com uma situação em que, por terem mais três ou quatro euros no cálculo do rendimento per capita do agregado familiar, ficam sem bolsa.

Só na Universidade do Porto, 869 estudantes ficaram sem bolsa porque o rendimento per capita do agregado familiar do estudante ultrapassava o limite imposto pelo regulamento.

NÃO aos cortes na Educação!
SIM às Bolsas e ao Apoio Social!