“Acho que os jovens devem ser apoiados pelo estado, apoiar aqueles que têm aproveitamento, aqueles que não têm aos 14 anos é mandá-los trabalhar!”

António Parada, presidente da concelhia de Matosinhos do PS, afirmou recentemente que se deve “apoiar aqueles [jovens] que têm aproveitamento. Aqueles que não têm, aos 14 anos é mandá-los trabalhar!”

Estas declarações são de um medievalismo atroz e seriam expectáveis caso vivêssemos antes do 25 de Abril de 1974. No entanto, foram proferidas ainda na semana passada, o que demonstra uma enorme incapacidade em reconhecer os benefícios a nível pessoal, social e civilizacional que a Educação traz à sociedade.

Perante esta situação, duas hipóteses surgem: ou António Parada vive em 1950 e acha o trabalho infantil como algo “normal”, ou a sua intenção é destruir o Ensino em Portugal e retornar ao tempo em que os jovens das classes mais baixas não aspiravam a mais do que um trabalho rotineiro e mal pago.
Existe ainda uma demagogia perigosíssima entre “bons” e “maus” alunos, que acabará por perpetuar a marginalização de certas camadas da população.

Lutar pelo Ensino significa também lutar contra a exploração infantil, pelo progresso cultural e pela democracia, que exige cidadãos capazes de pensar autonomamente e criticamente.

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