“É possível defender o Estado Social desde que possamos reformá-lo.”

Após proferir estas palavras, Passos Coelho destronou finalmente Miguel Relvas como principal demagogo e chantagista deste Governo.

Perante cortes permanentes nas várias funções sociais do Estado, que atingem o valor de 4 mil milhões de euros e impedem uma parte significativa da população de lhes aceder – milhares de estudantes já não conseguem pagar as propinas, dezenas de milhares de pessoas foram afastadas do SNS devido ao aumento das taxas moderadoras,… – Passos Coelho pretende convencer-nos que está, de facto, a defender o Estado Social. Mas para o primeiro-ministro, a única forma de defender o Estado Social é reformá-lo.

Segundo o dicionário do governo, apoiado por relatórios e conferências encomendadas, “reformar” significa “destruir”: propondo a implementação de propinas no ensino obrigatório – a somar às taxas já existentes e aos valores exorbitantes dos manuais escolares – e o seu aumento no superior, e dificultando o acesso dos estudantes aos vários serviços de acção social, o governo insiste em negar um ensino gratuito e universal destruindo, assim, a Escola Pública e o Estado Social.

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